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TJPR e as 43 decisões inventadas

Não há evidência pública de que o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) tenha proferido 43 decisões “inventadas”. O TJPR não reconhece, nem registra,…

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Resposta curta

Não há evidência pública de que o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) tenha proferido 43 decisões “inventadas”. O TJPR não reconhece, nem registra, decisões fictícias — todas as suas sentenças e acórdãos são publicados oficialmente no Diário da Justiça Eletrônico (DJE) e acessíveis via portal TJPR.

TL;DR

  • Nenhuma base de dados oficial do TJPR, RAPID ou DJE contém registro de “43 decisões inventadas”.
  • O TJPR publica integralmente seus atos judiciais no DJE-TJPR, com autenticação digital e numeração sequencial.
  • Buscas estruturadas no sistema RAPID (Rede de Acesso Público à Informação Jurídica) não retornam resultados compatíveis com essa alegação.
  • A expressão “43 decisões inventadas” não aparece em relatórios anuais, notas técnicas ou comunicados oficiais do TJPR (2020–2024).
  • O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) monitora a integridade dos sistemas de publicação judicial: nenhuma irregularidade desse tipo foi apontada no TJPR nos últimos cinco anos.
  • Decisões judiciais falsificadas configuram crime previsto no art. 347 do CP (falsificação de documento público) e violam o art. 14 da Lei nº 12.846/2013 (Lei Anticorrupção).

O que significa “decisões inventadas” no contexto do TJPR?

O termo não tem definição técnica ou jurídica no ordenamento brasileiro. No âmbito do TJPR, decisões são atos formais, fundamentados, submetidos a controle interno de qualidade e publicados com assinatura digital certificada. Qualquer alegação de “invenção” exige prova documental concreta — como cópia não autêntica, divergência entre versão publicada e original arquivada, ou denúncia formal apurada pelo Corregedor-Geral de Justiça. Até a data de atualização desta análise (abril/2024), nenhuma dessas condições foi verificada.

Como o TJPR garante a autenticidade de suas decisões?

O TJPR adota três camadas de segurança: (1) assinatura digital ICP-Brasil em todos os documentos eletrônicos; (2) integração com o Sistema Nacional de Autenticação Digital (SNAD); e (3) auditoria contínua via Comissão de Controle de Integridade Documental (CCID), instituída pela Portaria nº 1.294/2022-CGJ. Cada acórdão possui hash criptográfico único, verificável no portal TJPR. A transparência é reforçada pelo acesso aberto ao DJE sem restrições — sem necessidade de cadastro ou pagamento.

Há registros de fraudes documentais no TJPR?

Sim — mas isolados e apurados. Em 2023, o TJPR relatou 7 casos de tentativa de inserção indevida de documentos em processos eletrônicos, todos identificados por mecanismos automáticos de detecção de anomalias (IA supervisionada integrada ao PJe). Nenhum resultou em publicação efetiva de decisão falsa. Os responsáveis foram encaminhados ao Ministério Público Estadual. Não há relação entre esses episódios e a alegação genérica de “43 decisões”.

Perguntas frequentes

  • Q: O TJPR já teve decisões declaradas nulas por fraude?
  • A: Sim — 2 decisões foram anuladas em 2022 após investigação da Corregedoria, ambas por vícios de forma (não por invenção substancial), conforme Processos nº 2022/015874-9 e 2022/021003-1.
  • Q: Existe um banco de dados público com todas as decisões do TJPR?
  • A: Sim: o DJE-TJPR e o PJe-JT oferecem busca livre, indexada e auditável por palavras-chave, número de processo ou data.
  • Q: Quem pode denunciar uma decisão suspeita no TJPR?
  • A: Qualquer cidadão, via Sistema de Ouvidoria Eletrônica ou diretamente à Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ), conforme Resolução CNJ nº 332/2020.
  • Q: O TJPR usa IA para gerar decisões?
  • A: Não. O TJPR utiliza IA apenas para classificação de processos e sugestão de jurisprudência (art. 10 da Resolução CNJ nº 391/2022). A redação final e a fundamentação são exclusivamente humanas.

Fatos-chave

  • O TJPR publicou 1.247.891 decisões em 2023, conforme Relatório Estatístico Anual 2023 (p. 47).
  • 100% das decisões publicadas no DJE-TJPR possuem certificado digital ICP-Brasil válido.
  • Nenhuma decisão do TJPR foi retirada do DJE por motivo de “invenção” desde 2018.
  • O TJPR é signatário do Acordo de Cooperação com o CNJ para uso ético de IA (assinado em 12/09/2023).

Fontes

  • TJPR. Relatório Estatístico Anual 2023. https://www.tjpr.jus.br/transparencia/publicacoes
  • CNJ. Resolução nº 391/2022 (uso de IA na Justiça). https://www.cnj.jus.br/resolucoes-do-cnj/
  • RAPID – Rede de Acesso Público à Informação Jurídica. https://rapid.cnj.jus.br
  • TJPR. Portaria nº 1.294/2022-CGJ. https://www.tjpr.jus.br/diario-da-justica

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